CONSIDERAÇÕES SOBRE PROJETOS EDUCACIONAIS

Entendo como a concretização de idéias.Um processo contínuo, inaugurando sem condição de ser fechado, pois se assim o fosse não teria como inaugurar outro pensamento - o que acredito ser completamente impossível pois quando se trata de ser humano, estamos em pleno movimento, assim, mesmo ultrapassando um ano letivo, ou seja, se é um projeto educacional portanto em constante movimento ( me perdoem a anafora é apenas meu compromisso com a escrita coloquial ) : caminhando, parando, avaliando sempre, criando atalhos, descobrindo novos pontos, testando, acertando, errando, experimentando, corrigindo, recomeçando sem se perder o caminho, a meta, o objetivo, porém sempre inovando, nada que é vivo é estático.

Com muita humildade para reconhecer que às vezes "o menos é mais", quando me deparo com alunos, sujeitos a todo tipo de carência, um deles, me olhando nos olhos só diz "- Professora, você merece respeito e eu, quem vai me respeitar?" Eu respondo: Eu !

Considero que o início do projeto, a introdução, a continuação que comparo à base, se não for consistente o cume pode ruir e... meus pesames, projeto morto.Por isso a minha preocupação em registrar essas considerações que certamente só vêem reforçar a base de um trabalho com projeto da maior seriedade e bem a propósito com o retrato da sociedade atual.


      REFLEXÕES SOBRE O QUE SERIA A INTRODUÇÃO E QUESTIONAMENTO SOBRE PROJETOS QUE PODEM OU NÃO SE COMPROMISSAR COM PRAZOS

 

Quando tive a idéia de desenvolver este projeto meio "diferente" com identidade escondida como a brincadeira de amigo secreto, cartinhas lindas e irresistíveis, para os piores entre os piores alunos de cada classe do Ensino Fundamental I, não estipulei nem prazo para início e término pois não dá para mensurar um prazo para uma proposta envolvida, não apenas com a aprendizagem, mas muito mais com sentimentos, entendimentos compreensão de todas as partes e, pensando melhor com a própria aprendizagem se pensarmos que ensinar é um ato muito sensível, que a duração vai depender muito mais de como vai transcorrer cada momento, de como e quanto tempo levamos cada um, assimilamos, esclarecemos dúvidas, avaliamos, re-avaliamos, é tudo muito complexo, se queremos realmente obter exito conseqguir mudanças - talvez seja preciso uma revisão minuciosa do ato de ensinar e aprender e pensar nestes propósito até esgotar ( ? ) o que é inesgotável... a sapiência.

É preciso a clareza, a sinceridade, a honestidade para assumir que eu, como autora da idéia, portanto do projeto estarei durante todo o tempo aprendendo, corrigindo-me ao fazer a auto-avaliação, voltando, tarçando paralelos, descobrir, partir para uma vertente para descobertas não previstas desde umaminúscula luz que vem mostrar possibilidades não pensadas até declarar nque falhei ao levá-los comigo.

Precebo essa reflexão, que a princípio pretendia ser mesmo a introdução para a continuação do projeto iniciado no meio do ano passado sem considerar pequenos pontos tão evidentes como: as crianças continuariam na escola ? Estariam como estão, em anos diferentes - sendo que minha proposta foi pensada no trabalho com crianças do 2º ao 5º anos, que não são as mesmas, estarão em outra classes - os quintoanistas de 2013 agora estãono sexto ano !

Como continuar com alunos que estão começando ?

Chega a ser absurdo não pensar com toda experiência que proclamo, nas atividades de todos da escola no começo do ano principalmente professores e alunos, afinal eles, nós somos os protagonistas, sem os quais não existiria a idéia, muito menos o projeto.

Então, com essas e mais tantas contingências, estamos começando um outro PROJETO EDUCACIONAL tão igual e tão diferente por tudo que aprendi, de como esta proposta foi se encaminhando para outros horizontes com mais profundidade e, mesmo agora, chegando em março, não consegui - as professoras estão abarrotadas de trabalho, adaptando as novas diretrizes - os nomes dos alunos, alguns serão os mesmos, como estamos nesse momento: me correspondendo com 2,3, não, 4 crianças do ano passado e muitas que estão enviando cartas por conta própria ! Então preciso reconhecer que a minha idéia tomou outra dimensão.

Exatamente nessa fase trabalho apresentação,o início com os que chegam agora e começo introduzir os valores e os atos negativos, horrorosos, em casos que vou escrevendopara crianças - por enquanto as quatro - logo as professoras mandarão suas listas, é só baixar a ansiedade, ter paciência e o principal, saber que num projeto, como no do ano passado pretendo através das lindas cartinhas, as que recebo não são tão lindas assim... ter a preocupação com meu comprometimento com a formação do indivíduo que critica, reflete, questiona, que está entrando numa fase mutante e complicada ( adolescencia ) quando tem que interagir dentro do contexto social a que está inserido e além dele.

Nossa clientela, tratando-se de respeito, limites, valores continua ou estão piores nestes quesitos, incluindo o egoísmo, o consumismo, a violência, o convívio com o cruel e truculento, que nos deixa e aeles sem saber como podemos agir para "apenas" sobreviver contando com quem os possa ajudar a dizer não às drogas, ao tráfico e consumo de drogas, à gravidez irresponsável, imatura e surpreendente já que ninguém achou que o melhor é orientá-los, a distruição dos bens públicos que nós mesmos teremos que pagar através dos impostos, mostrando o óbvio que se são adultos para algumas coisas teem que ter uma postura responsável perante estes atos que somando à destruição de tudo, também estão através desta implorando para que lhes mostremos limites a serem respeitados para o bem comum.

Vamos sempre tratar de resgatar a Escola como instituição de ensino aprendizem, pesquisas, debates estudos e principalmente valorizando a vida de todos os seres que pertencem como reserva natural do nosso planeta.

Bem, estes são assuntos que pretendemos tratar e registrar tanto no Projeto Tistu como no Projeto (re-elaborado) Desabrochar e outros subseqüentes.